Seguindo no fluxo da Vida…

Estou prestes a ter a Lis nos meus braços e há pelo menos um mês que venho sentindo em mim uma vontade de estar menos para os outros, para fora e mais para mim, para dentro. Há cerca de um mês que venho sentindo pulsar em mim esta necessidade de abrandar o ritmo, de descansar o corpo físico e de cuidar do emocional e do espiritual.

Neste último mês, senti-me menos paciente para escutar o outro e menos disponível para o apoiar. Como se precisasse de toda a paciência que tenho para me escutar a mim e estar disponível para me apoiar a mim mesma.

Tenho aprendido nos últimos anos da minha vida a confiar neste sentir, neste pulsar, tarefa nada fácil para uma mental como eu.

Comecei por não aceitar novos processos de Coaching. Depois, segui avisando os meus clientes em processo que me iria ausentar, terminando e concluindo os processos em curso. Termino agora o projeto “Academia de Des-Coberta Pessoal” respondendo aos interessados que o 2º Trimestre virá sim, só não sei quando…

Não é tempo para isso agora. É tempo para mim ou melhor, para nós, nós duas. É tempo para me dedicar, para estar presente para ela, disponível. É tempo de me entregar. É tempo de meter “pausa” em outras coisas que não fazem mais sentido, pelo menos por agora.

E aí bate o medo. Medo de parar. Ou melhor… medo de me deixar levar pelo curso da Vida. É tanto apEGO aos planos, às estratégias, aos objetivos, aos pensamentos, aos ideais, aos resultados, ao fazer e produzir, ao controlar…

O que vem com o desapEGO? O que vem se eu permitir seguir a Vida que pulsa dentro de mim? O que vem se eu me permitir seguir no fluxo, sem resistências, sem tentativas de controlar o rumo, respondendo apenas àquilo que a Vida vai pedindo de mim?

Paz. Presença. Harmonia. Dedicação. Alegria. Amor. Por oposição à frustração, à raiva, à zanga, à tristeza, à fuga, à resistência, ao cansaço…

É tempo de esvaziar, varrer, limpar a casa, desapegar do material, criar vazio fora e dentro de mim. Para depois (a)colher apenas aquilo que eu quiser Verdadeiramente na minha vida e não deixar entrar nada mais do que isso.

Há um tempo para tudo. Não há é tempo para tudo ao mesmo tempo. Já vivi assim, querendo TUDO AO MESMO TEMPO. Um tempo em que eu queria a relação, o trabalho, a família, a casa, o estilo de vida… TUDO, ao mesmo tempo. E fui sentindo a frustração que isso alimentava em mim. Fui sentindo como esse “querer tudo ao mesmo tempo” me impedia de viver com alegria e gratidão o presente que é o Presente! E fui percebendo o quão isso consumia a Vida dentro de mim…

Não quero viver dessa forma. Não quero viver no além. Quero viver no Aqui, no Agora. E sentir a energia, a alegria, a harmonia, o amor que isso alimenta cá dentro e que se espelha lá fora.

Na verdade, o medo não é de parar mas de seguir num movimento diferente. O movimento perpétuo que sempre me assustou e ao mesmo tempo, me atraiu. O movimento que, tal como o sonho, é uma constante da vida!

Para onde me leva ele, não sei. Mas sigo com fé, confio. Veremos onde irei desaguar seguindo o fluxo do sentir.

Comentários
  • Fátima Teixeira
    Responder

    Querida Sofia, que corra tudo pelo melhor!
    Este é o momento extremamente indispensável de praticar mindfulness, como estás fazendo, e receber a Lis!
    Um beijinho enorme torcendo por ti **

Deixe um Comentário