Como eu descobri o Poder da Mente?

Ao fim de 4 anos da minha prática enquanto Fisioterapeuta, comecei a receber doentes com um diagnóstico que me era desconhecido. A todos os diagnósticos habituais, como AVC e Paraplegia, era adicionado o termo “Funcional”. Sem saber o que isto queria dizer, pesquisei sobre o assunto afim de melhor perceber em que é que este novo diagnóstico consistia.

“Funcional” significa que, apesar dos muitos exames efectuados ao doente, não se encontra NENHUMA causa física/anatómica que explique os sintomas dos doentes! Concretamente, isto quer dizer que se o doente não consegue mexer nem sentir as pernas, não é porque existe alguma lesão no seu Sistema Nervoso Central ou Periférico. Portanto, a única coisa que pode estar a causar tais sintomas é a mente!

Os médicos, profissionais do concreto e do cientificamente comprovado, estavam a dizer-me que a mente era capaz de criar sintomas como paralisia e falta de sensibilidade!

Li mais ainda sobre o assunto e deparei-me com o tema do “Efeito placebo”. Este efeito consiste em dar um medicamento que não tem necessariamente propriedades medicamentosas (e portanto nenhum efeito na diminuição da dor ou dos sintomas) e que, ainda assim, causa nos doentes um alívio da dor e dos sintomas. Tudo porque o doente, que não sabe estar a tomar um comprimido que nada tem de comprimido, só pelo facto de pensar que está a tomar algo que o fará sentir-se melhor, sentir-se-à de facto melhor! O efeito placebo é, mais uma vez, um conceito amplamente estudado pela medicina e utilizado em estudos científicos.

Quase na mesma altura, tomei conhecimento de que no CHUV, oHospital Universitário da região de Vaud, na Suíça, disponibilizava “curandeiros” na Unidade de Queimados que, com rezas, têm efeitos benéficos na cura de queimaduras. Existe mesmo um artigo sobre o assunto (apenas em francês) que podem ler aqui.

Então eu, que afirmava ser uma agnóstica (não acreditar em nada de metafísico), comecei assim a despertar para o mundo espiritual e sobretudo para o poder que a nossa mente tem de criar a cura ou a doença!

Foi nessa altura também que entrei em contacto com Carolina Bergier, a autora do blog “Quando o mar se abre…”, afim de preparar a minha viagem para Bali. Um dia, ela escreveu-me que eu precisava ter muito cuidado com os meus pensamentos pois eles criam a minha realidade!

Eu podia não perceber muito bem como é que isso dos meus pensamentos criarem a minha realidade funcionava realmente mas eu sentia dentro de mim que o que ela me dizia era verdade e que se eu queria mudar a minha realidade, eu tinha que começar dentro de mim e mudar os meus pensamentos e crenças!

Desde aí, mudei muita coisa dentro de mim e que se reflecte na realidade que hoje vivo!

Eu acreditava, por exemplo, que ser escritora e ajudar os outros não alimentava bocas. Quando era pequenina adorava escrever e ganhei vários concursos de escrita mas, em algum momento da minha infância, alguém me disse que eu não podia vir a ser escritora porque isso não dava dinheiro nenhum e eu ia precisar de dinheiro para ter uma casa, vestir-me e alimentar-me! Eu mudei isso dentro de mim e passei a acreditar que o dinheiro vem quando fazemos aquilo que mais amamos! Simples assim. Eu acredito a 300% nisso! Como desenvolvi esta crença? Cercando-me de exemplos disso e lendo sobre isso o tempo todo! Só em 2011 eu li mais de 20 livros de auto-ajuda e desenvolvimento pessoal. Os meus tempos livres passei-os pesquisando sobre pessoas que tinham sucedido fazendo aquilo que amavam. E assim, aos poucos, eu fui acreditando cada vez mais nisso até que se tornou uma certeza para mim!

“Whether you think you can or you can’t, either way, you’re right.” disse Henry Ford. O que basicamente quer dizer que aquilo em que tu acreditas ou melhor, aquilo em que tu escolhes acreditar (porque sim, é uma escolha!), está certo, seja lá o que for que tu acredites!

Com a PNL (Programação Neuro-Linguistica), técnica na qual me especializei enquanto Coach, tenho acesso às crenças e pensamentos frequentes dos meus Clientes através da linguagem verbal e não verbal que utilizam. Por isso, chamo a atenção para palavras que utilizam frequentemente (ainda que sem se aperceberem) porque essas palavras reflectem aquilo que eles acreditam sobre eles ou sobre o mundo. E, como já aqui disse, o que quer que seja que eles acreditem ser verdade, é de facto a verdade para eles e portanto, a sua realidade!

Uma cliente minha ficava repetindo o tempo todo “Eu acho que… eu acho que…”. Chamei a sua atenção para isso explicando que o que ela estava repetindo para si própria é que ela nunca tinha certezas de nada. Alguém que acredita não ter certezas de nada consegue operar mudanças efectivas na sua vida? Consegue partir para uma decisão ou mudança com convicção? Não, nunca! Por isso, antes de ver a mudança acontecer cá fora, mudemos as palavras que repetimos diariamente para nós mesmos, mudemos os nossos pensamentos e mudemos nossas crenças!

A nossa mente tem o poder de criar a nossa realidade. E nós temos o poder sobre as nossas mentes! Cabe a cada um de nós decidir o que fazer com esta poder que a Vida nos deu!

E como é que eu sei que devo mudar as minhas crenças, pensamentos e palavras? A resposta é simples: se a realidade que vives não é aquele que queres viver!

Agora vai e responde:

  1. O que acreditas ser verdade sobre a Vida? E o que acreditas ser verdade sobre ti?
  2. Quais destas crenças te estão a limitar no alcançar dos teus sonhos?
  3. Quais destas crenças de ajudam e impulsionam a ires mais longe?
  4. Que outras crenças mais precisas desenvolver sobre a Vida e sobre Ti para poderes aproximar-te mais daquilo que desejas?
  5. O que podes começar a fazer hoje mesmo para alimentar e consolidar essas novas crenças?

Deixe um Comentário